segunda-feira, 23 de julho de 2012

Boa tarde,

Esperamos que todos estejam recuperados do esforço de ontem.

Vamos colocar ainda hoje no blogue da Ultra Maratona Atlântica, os resultados da Prova, apesar de, ainda sem desistências. Atualizaremos a informação com o nome dos atletas que desistiram e com alguma informação relativa aos tempos de passagem nas praias, assim que nos seja possível. Amanhã será colocada informação relativa à forma de acesso aos fotodiplomas que o Município vai disponibilizar aos atletas que concluíram a Prova e à utilização dos vales oferecidos pela ASICS aos 3 primeiros atletas masculinos e femininos.

Informamos que partiram em Melides 390 atletas, existindo registos de chegada a Tróia de 365 atletas. O record da Prova foi alcançado, não apenas em relação aos primeiros atletas, mas igualmente em relação aos que se atrasaram, uma vez que o tempo do último atleta foi inferior ao tempo do último atleta de 2011, em 1h45m. Tivemos uma Prova mais rápida…

Ficamos recetivos às vossas opiniões relativas à edição deste ano da Ultra Maratona e às sugestões que queiram apresentar para a próxima edição, a qual, como calculam, tem de começar muito em breve a ser trabalhada.

Esperamos continuar no futuro, a reunir as condições necessárias para assegurar a realização desta Prova, que tanto nos entusiasma e emociona.

Em nome de toda a Organização, agradecemos o desportivismo e a simpatia de todos os Atletas participantes nesta Edição da Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia.

Uma boa semana para todos.

Divisão do Desporto da Câmara Municipal de Grândola.

15 comentários:

Alexandre Duarte disse...

A organização dum evento com as características deste tem de estar de parabéns quando os resultados apurados apontam para diversas vitórias em diversos pontos do mesmo. O recorde de participantes é um dos mais importantes e denota a confiança que a prova tem suscitado. Mas há aspectos que necessitam de ser trabalhados em edições futuras. O mais importante será quanto a mim o lixo deixado nas praias pelos pseudo participantes. Já o mencionei hoje em diversos locais que frequento e continuarei a fazê-lo. Participei apenas nas últimas 3 edições e comparativamente esta edição foi de longe aquela em que assisti, do modo mais grave, ao degradante espectáculo do rasto de lixo deixado ao longo do percurso. Tivesse eu responsabilidades a nível de autoridade marítima ou camarária e seria sem dúvida um aspecto penalizador dessa organização. Tenho confiança que conhecedora dessa triste realidade das provas de atletismo, a organização tenha procedido à imediata e exaustiva recolha desse lixo de modo a disfarçar um pouco o resultado e a imagem que fica em quem esteve ontem nas praias do percurso após a prova de ontem. Cumps

Anônimo disse...

Infelizmente, fui um dos desistentes.
Ao 34ºkm, com 3h37' de prova, motivado por uma entorse no tornozelo do pé esquerdo foi-me impossivel continuar.
Fiquei triste e desiludido, não só pela impossibilidade de concluir a corrida mas também pela assistencia tardia pois fiquei 40 minutos sentado na areia e passaram três moto4 por mim inclusivé a dos elementos da cruz vermelha que sem gelo nem sequer me ligaram o pé para atenuar a dor.
Após dois transportes, cheguei às 14h30 à zona da meta, 1h40' depois a lesão.
Se fosse uma situação de maior gravidade, poderia ser tarde demais.
É importante que os atletas se sintam seguros para poderem aplicar todas as suas capacidades.
Cumprimentos

paulo disse...

Eu também tenho esse reparo
Na próxima edição tem de controlar a questão do lixo.
Ainda há muitos atletas sem educação nem respeito por ninguém.
Quanto ao resto, adorei,e foi a primeira. Eu não mudava nada.
Paulo Vilaça

João Carlos Correia disse...

Participei pela primeira vez neste fantástico desafio e devo felicitar quem teve a ousadia de o organizar já lá vão uns anos. O extenso areal que liga Melides a Tróia é de facto fantástico para uma corrida destas e a Organização esmera-se em muitos pormenores para por de pé um grande evento e de facto consegue por de pé um grande evento. No entanto não há bela sem senão e não posso deixar de referir aqui algo que me parece contrariar o fundamental de uma Organização desportiva que é o de garantir que a mesma se realiza com o máximo de condições de segurança para os concorrentes. Lançar para o extenso areal 400 pessoas - não são 400 super-atletas são 400 pessoas - sob 30º C, num terreno em que a progressão é muito difícil - e este ano até terá sido dos anos em que o areal esteve mais consistente - fornecendo-lhes apenas 0,66 l de água aos 28, 5 Km é a meu ver de uma crueldade indescritível. Toda a evidência científica, para não falar do senso-comum, reforça a extrema necessidade do corpo humano se manter hidratado sob tais condições e o objectivo aqui parece ser o de obrigar os concorrentes a transportar água às costas.Sabe-se que as necessidades individuais variam imenso entre um super-resistente como o Eusébio que está em esforço menos de 3 h e a esmagadora maioria das pessoas participantes que levam o dobro e algumas quase o triplo do tempo. Este princípio da semi-autonomia aplica-se também no trail mas mesmo aí todos os eventos asseguram alimentos, bebida isotónica e água a pelo menos cada 10 Km. Em minha opinião deviam repensar seriamente este aspecto. Considerei-me insultado quando se me acabou a água aos 30 km e via controlos em exagero e nada de apoio concreto a uma necessidade fundamental da fisiologia humana como é o de manter-se hidratado sob estas exigentes condições atmosféricas. Não tenho também palavras para descrever o quanto me repugnou constatar a lixeira que alguns concorrentes foram deixando ao longo do areal. Isso sim, parece-me um bom motivo para desclassificação. Julgo também ser possível melhorar a locução, substituindo a piada por vezes inoportuna por uma identificação dos concorrentes, dos seus clubes e galvanizando a assistência para o desafio que cada uma daquelas pessoas conseguiu cumprir. Faço votos da continuação do maior sucesso para o evento, não digo que não volte a participar nele, mas julgo que o mesmo se afirma pelas distância, pelo trajecto incrivelmente belo e nada por ser em regime de semi-autonomia. Revejam este aspecto PF, os atletas não são alvos a abater por desidratação, são pessoas e como tal devem ser tratadas! (Abraço e desculpem o longo desabafo ... mas não ficaria de bem com a minha consciência se não o colocasse em comum).

Ndda disse...

Foi também a minha estreia nesta fantástica prova, ficam aqui as minhas sugestões/criticas na condição de estreante.

A questão do lixo é pertinente, tantos atletas com camelback's incapazes de transportar lixo que produziram até ao final.

A assistência ao que parece pecou por tardia, e de facto muito boa gente se viu a passear de moto4 só inicio da prova, ao que parece faltou quando foi precisa.

A questão da autosuficência também me parece um enorme disparate que não beneficia quem corre.
É elementar que a correr esta distância sob este calor toda a gente esteja devidamente hidratada e menos carregada.
Existem 4 ou 5 postos de controlo que poderiam perfeitamente servir de abastecimento.

No final estava tudo um pouco desorganizado, para uma atleta estrangeira, que apenas falava inglês e que apenas obtinha respostas em Protuguês parecia perdida entre os atletas. Assim ser dificil trazerem mais estrangeiros...

A inscrição parece um pouco cara atendendo a não existir qualquer prémio ou lembrança do evento, nem mesmo uma t-shirt de finisher da prova.
Tendo em conta os 2€ do transporte para Melides e atendendo que o unico abastecimento foi água durante toda a prova.

Finalmente uma palavra de apreço á organização da praia da Galé, dado que perdi e foi encontrada e devolvida com uma fotografia de todos. Um Muito Obrigado.

Obrigado a todos,
Cumprimentos

Anônimo disse...

Gostei da prova. Deixo aqui apenas uns reparos, que podem serem melhorados:
- O dorsal é mt fraco, pois o meu rasgou-se pelo caminho,
- julgo que deveria haver abastecimento pelo caminho, pois assim só previligiamos os grandes atletas, uma vez que conseguem correr mais tempo sem ficarem desidratados.

Ricardo Messias disse...

É a segunda vez que participo e consegui diminuir 2h15 o que me deixou bastante satisfeito. E refiro este aspecto porque me parece que as críticas anteriores vão no sentido de facilitar a prova o que me parece retirar metade do desafio e satisfação de chegar ao fim. Fiz esta prova duas vezes e nunca corri uma maratona normal, pela simples razão desta prova ser um desafio físico e psicológico fora do normal. Espero que não transformem esta prova numa maratona normal. Qualquer dia temos famílias com carrinhos de bebé a fazer a prova como se vê em algumas maratonas comerciais. Quanto ao aspecto do lixo estou totalmente de acordo. Não percebo como é que quem transporta numa bolsa um gel cheio não pode transportar na mesma bolsa uma embalagem vazia até ao final. Este aspecto tem muito a ver com o civismo dos atletas mas também não custava nada à organização espetar um caixote de lixo de 2 em 2 kms.

pedro bras disse...

Primeiro que tudo, muitos parabéns! Não é fácil organizar uma prova com esta dimensão. Gostaria apenas de deixar algumas, na minha opinião, possibilidades de melhoria:
- existência de um nº de telemóvel de emergência, impresso no Dorsal;
- Existência de mais pontos para colocação de lixo ao longo da praia;
-A existência de, pelo menos, 2 abastecimentos (mais 1 depois da comporta);
- Um "prémio" de finisher (poderia ser a t-shirt).

Até ao próximo ano! Bom trabalho!

Anônimo disse...

Boa tarde
Muitos parabéns a todos os participantes que respeitaram a verdade desportiva, parabéns igualmente todos os voluntários e organização que fruto de um trabalho que tem vindo a desenvolver de promoção da prova tem vindo a conseguir ano após ano aumentos significativos do número de participantes
Apesar de aparentemente a prova deste ano ter sido um sucesso houve falhas que passada que está esta edição interessa corrigir no futuro, acredito pelo que tenho visto que a organização não tem ouvidos moucos e que em 2013 essas falhas serão corrigidas.
Quanto ao regime de semi auto-suficiência penso que não pode nem deve ser criticado, está no regulamento e quem participa sabe que tem ou devia de ter que transportar consigo o abastecimento que entender, adepto que sou da prova nesses moldes pouco me importa que alguns arranjem artimanhas para contornar essa vertente da prova se bem que quem assim proceda deva ser desclassificado.
Já o tal abastecimento de 1 litro ter sido reduzido a 0,66 (2 garrafas de 0,33) pareceu-me um erro grave, quero acreditar que foi um erro do tipo alguém se ter esquecido que este ano com garrafas de 0,33 terem que ter dado uma 3ª garrafa.
A t-shirt também foi uma desilusão que não se percebe e bem bonitas eram as dos voluntários.
A assistência durante a prova este ano também me pareceu algo ausente, pelo menos não vi aquele vai e vem que já vi em anos passados.
Quanto ao lanche nada a comentar pois não estive presente.
Apesar de tudo o pior desta edição da UMA foi mesmo a grande falta de civismo de alguns participantes deixando muito lixo na areia, também aqui há que desclassificar que tem esse tipo de comportamento.
Até 2013.
António Almeida
dorsal 142

Alexandre Duarte disse...

À parte a questão do lixo, sobre o qual já comentei e lendo alguns comentários aqui deixados apetece-me escrever mais o seguinte:
ÁGUA: nem me apercebi na altura que me estavam a entregar 0,66lts ao contrários dos prometidos 2x0,50lts. :-) Nem me fazia falta tanta água, mas aceito que haja participantes a que fez e se era 1 lt só tinham de cumprir.
ASSISTÊNCIA EM VIAGEM: lamentável a situação relatada. Á medida que se multiplicam eventos deste tipo, aumentam os relatos de deficiências na assistência prestada em caso de necessidade.
DUREZA: completamente em desacordo. Quem se inscreve numa prova destas tem a obrigação de ter consciência das suas características e de se dotar dos meios para a cumprir. Quanto a mim nem deveria haver abastecimento aos 28,5. Contrariamente ao que é afirmado, há de facto provas com características idênticas em regime de autonomia completa. A UMA não pode ser um 'passeio' na praia ao fim de semana senão perde todo o interesse.

Tigre disse...

Concordo com o Alexandre Duarte:
não faz sentido algum ceder às pressões para entrar mais um abastecimento. O regulamento é explicito quanto ao regime em que se realiza a prova : SEMI-AUTOSUFICIÊNCIA ! Cada atleta tem que ter a perfeita consciência do que isto quer dizer e prevenir-se com a quantidade de liquidos adequada á distância / esforço. Da parte da organização terá de haver especiais cuidados em caso de qualquer problema que pode até acontecer com o mais bem treinado e preparado para uma prova com estas características.

Mais: as condições tem de ser iguais para todos e lá para a frente, tenho sérias dúvidas que não bebam uma pinga de água ao longo dos 43km´s...Se não a levam, de onde ela virá ? Do mar não será...

Tigre disse...

Quanto ao balanço da prova, aqui vai ele :

Está tudo muito bem, muito bonito, bom crescimento de participações ano após ano, certamente fruto do trabalho de sapa na divulgação da prova que tem características únicas, mas é preciso mais qualquer coisita :

1) A T-shirt de ontem era de que prova ? Posso escolher uma qualquer delas ? Até aquela que lá está no calendário do troféu e que muito provavelmente não se irá realizar ? A Autarquia apenas teve €€€ para mandar estampar as t-shirts da Asics aos seus colaboradores ? Sem demérito do trabalho realizado por esses colaboradores, até parece que quem correu foram eles e não eu e os demais inscritos...

2) Vamos supor que a t-shirt entregue até tinha a gravação alusiva à prova: passados meses, anos a t-shirt acaba por se estragar e vai para o lixo. O que me sobra de recordação da prova ? Na região não haverá qualquer pequena peça de artesanato alusiva à prova ? Custa-me a crer...

3) Lanche final: o que era aquilo e em que local ? Sem pés nem cabeça !
O lanche foi oferecido pela Sonae ou foi a Autarquia que custeou ? Compreendo que estamos em tempos de vacas magras, mas a ser assim prefiro voltar à caixa com lanche (desde que não a tenha de a ir buscar a casa do diabo como era costume)

Posso ainda opinar quanto aos prémios monetários, cuja atribuição sinceramente não entendo em que possa contribuir para o engrandecimento da prova quando outros aspectos mais básicos e acima referidos são descurados. Esperemos que caso a Autarquia se veja em apertos financeiros e tomara que tal não aconteça, a mesma venha anunciar o cancelamento da prova por não ter condições para a realizar "com dignidade", tal como aconteceu este ano com outras Câmaras que viram sem cheta para o cheque das figuras em vez de canalizar essa verba para quem realmente dá corpo e visibilidade a qualquer prova: o pelotão de anónimos !

Jorge Goes disse...

Gostaria de deixar uma palavra de apreço á organização e focar alguns aspectos a levar em conta para as futuras edições:

- Autonomia: como alguns referem os regulamentos são assim e assim deve continuar, esta prova é única, pela singularidade das paisagens que oferece, pela distância, pela dificuldade e pela semi-suficiência.
- Mais controles: num ano em que a organização clamava um staff de 120 pessoas, com várias moto 4, apoio de voluntários, etc, não percebi necessidade de haver tanta gente a duplicar trabalho em certos pontos de passagem e noutros nem se viam.
- Leitura de chip: completamente disparatada a saída de linha de água para subir á duna primária, não fez sentido.
- Sacos de lixo em estacas sinalizadas pela UMA: é impossível mudar mentalidades mas é possível tentar mudar comportamentos
- Corredores de passagem para os corredores nas praias: é conhecido o civismo português, jogos de bola, buracos da apanha da amêijoa, a passarem á frente de atletas com dezenas de kms nas pernas e ser-mos nós a parar, fui atropelado na comporta a 500m do pórtico onde estava o abastecimento e fui obrigado a desistir por lesão no joelho direito. Colocar corredores nas praias do Carvalhal e Comporta
- Moto 4? Em 2011 era um corrupio de apoio aos atletas que como eu são a alma da prova, se vivessem das inscrições de meia dúzia de campeões digam-me como sobreviveria a prova?
- Prémios finnisher: o porque de não haver uma medalha? Deixo ao vosso critério a resposta
- Abastecimento: 2X 0,33L os regulamentos prevêem 2x0,5 l = 1 l ou se aplica o regulamento ou não, se é para ser assim então mudem a hora da partida para 1 hora mais cedo (8h) pois vi atletas a soro na tenda da cruz vermelha á chegada por desidratação.
- WC portátil na partida evitava um espectáculo degradante de rabos a espreitar da mata, sem condições de higiene e sem alternativas.


São pontos de melhoria que gostava que revissem e podem contar comigo para 2013.

Abraço a todos

Anônimo disse...

Foi a 1º vez que participei e achei a prova bem organizada.
Quanto à falta de abastecimentos não tenho anda a dizer pois são as regras do jogo…só vai alinha quem quer.
Mas não posso deixar de fazer uma forte critica à falta de uma t-shirt finisher(por exemplo igual à do staff).
É bom não esquecer que a inscrição foi no mínimo 30euros. Além disso todos sabemos que as t-shirts laranjas da Asics são oferecidas pelas Asics, logo sem custos para a organização. O mínimo seria acrescentar uma estampagem….

Quanto ao lixo deixado pelos atletas é vergonhoso….

Anônimo disse...

Foi a minha 1ª vez e espero repetir!
Há pontos negativos e positivos a apontar.
O mais grave foi a quantidade de lixo espalhada ao longo da praia. É de lamentar a falta de civismo e estamos a falar de pessoas adultas.
qaunto ao abastecimento, acho que devia haver abastecimento nos pontos d econtrolo ou pelo menos d e10 em 10km atendendo a distancia a percorrer no pino do Verão. eu pessoalmente não consegui fazer em menos tempo porque sentia-me completamente desidratada e os ultimos 5km foi um suplicio terminar.
Aspetos positivos - estão de parabéns pela organização e apoio
É uma prova muito desafiante num percurso lindo...junto ao mar.
Gostei imenso.